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As mulheres que marcaram o Jornal Nacional antes de Renata Vasconcellos

De Lillian Witte Fibe a Fátima Bernardes e Sandra Annenberg, as mulheres que fizeram história no JN antes de Renata Vasconcellos assumir a bancada como a primeira âncora solo feminina do telejornal em 2025.

A trajetória feminina na bancada do principal telejornal do país

O Jornal Nacional completou 56 anos em 2025 como o telejornal mais longevo e influente da TV brasileira. Durante mais de cinco décadas, a bancada do JN foi majoritariamente masculina — mas foram as mulheres que, em momentos decisivos, quebraram paradigmas e redefiniram o que significava ser âncora no Brasil.

A história começa em 1996, quando Lillian Witte Fibe estreou como a primeira mulher a sentar na bancada titular do Jornal Nacional. Ela dividiu o posto com Cid Moreira e, depois, com Sérgio Chapelin, numa época em que a imagem da mulher no telejornalismo ainda era associada quase exclusivamente à previsão do tempo ou às reportagens de comportamento.

Lillian Witte Fibe: a pioneira silenciosa

Lillian entrou para o JN com um currículo sólido: havia passado pela Rede Manchete, pela TV Cultura e pela própria Globo como repórter especial. Sua presença na bancada foi um marco silencioso — ela não fez alarde, mas sua simples existência no posto mais visível do jornalismo brasileiro abriu caminho para todas as que vieram depois.

Ela ficou no JN até 1998, quando pediu desligamento da Globo. Em entrevistas posteriores, revelou que o ritmo e a exposição do telejornal eram desgastantes — uma realidade que as âncoras mulheres enfrentavam sem o mesmo suporte dado aos colegas homens.

Fátima Bernardes: a popularização da bancada feminina

Em 1998, Fátima Bernardes assumiu o lugar de Lillian. Diferente da antecessora, Fátima chegou ao JN vinda de uma trajetória construída dentro da própria Globo — passou pelo Jornal Hoje e pelo Fantástico. Sua química com William Bonner — com quem era casada na época — gerou uma identificação imediata com o público.

Fátima apresentou o JN por 13 anos, de 1998 a 2011. Foi a âncora feminina que por mais tempo ocupou a bancada até então. Saiu do JN para comandar o Encontro, mas seu legado no telejornal é inegável: ela demonstrou que uma mulher poderia não apenas ocupar a bancada, mas construir uma parceria duradoura com o público.

Sandra Annenberg: a passagem relâmpago que virou história

Sandra Annenberg entrou para a história do JN em 2011, quando substituiu Fátima Bernardes. Mas sua passagem foi curta: em 2013, foi substituída por Patrícia Poeta. Sandra retornou ao Jornal Hoje, onde se consolidou por mais de uma década, e hoje divide com Bonner a nova fase do Globo Repórter.

Curiosamente, Sandra foi a primeira mulher a apresentar a previsão do tempo no JN — um detalhe que ela mesma relembra com orgulho. Em junho de 2026, ela celebra 35 anos de Globo e segue sendo uma das jornalistas mais queridas do país.

Renata Vasconcellos: a consolidação de um novo tempo

Desde 2014, Renata Vasconcellos ocupa a bancada do JN. Mas foi em 2025, com a saída de William Bonner, que ela se tornou a primeira âncora solo feminina do Jornal Nacional. Renata representa o ápice de uma trajetória de décadas de conquistas femininas no telejornalismo.

Sua condução sóbria e firme do JN, especialmente durante a cobertura das eleições de 2026 e agora na Copa do Mundo, mostra que a bancada do JN não é mais um território masculino — é um espaço conquistado por mérito e talento.

O legado e o futuro

De Lillian a Renata, passando por Fátima e Sandra, cada mulher que ocupou a bancada do JN escreveu um capítulo da história do jornalismo brasileiro. Em 2026, com a GloboNews completando 30 anos e a renovação do jornalismo da emissora, o papel feminino nas redações nunca foi tão forte — nem tão necessário.

A presença de Ana Paula Araújo no Bom Dia Brasil, Andréia Sadi como comentarista política, e Natuza Nery no podcast "O Assunto" prova que a trajetória iniciada por Lillian Witte Fibe em 1996 encontrou um terreno fértil. O Jornal Nacional, que já foi visto como reduto masculino, reflete hoje uma diversidade que fortalece o telejornalismo brasileiro.

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Por Portal Bonner — redação independente.