Bonner assume Globo Repórter após 29 anos no JN
William Bonner iniciou em fevereiro de 2026 uma nova fase na Globo, assumindo o Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg após deixar o JN.
William Bonner assume Globo Repórter após 29 anos no Jornal Nacional
Em fevereiro de 2026, William Bonner iniciou uma nova fase em sua carreira na TV Globo. Após 29 anos como apresentador e editor-chefe do Jornal Nacional, o jornalista assumiu o comando do Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg. A mudança marca o fim de um ciclo histórico e o início de um novo formato de atuação do comunicador.
Uma saída anunciada
A transição foi oficializada em 1º de setembro de 2025, durante as comemorações dos 56 anos do Jornal Nacional. A TV Globo anunciou que Bonner deixaria a titularidade do telejornal após mais de três décadas, sendo substituído por César Tralli, que já vinha se destacando como apresentador eventual e correspondente internacional. Bonner apresentou sua última edição do JN em 31 de outubro de 2025.
Em 3 de novembro de 2025, Tralli assumiu a bancada ao lado de Renata Vasconcellos, dando continuidade à tradição de âncoras do principal telejornal do país. A saída de Bonner foi recebida com homenagens de colegas, políticos e telespectadores, que destacaram sua contribuição para o jornalismo brasileiro.
O novo desafio no Globo Repórter
Bonner não se afastou da TV Globo. Em fevereiro de 2026, estreou como apresentador do Globo Repórter, dividindo a bancada com Sandra Annenberg. O programa, que há décadas é referência em jornalismo documental e reportagens especiais, ganhou um novo impulso com a experiência de Bonner em grandes coberturas e sua capacidade de conduzir entrevistas em profundidade.
A estreia foi marcada por uma reportagem especial sobre os impactos das mudanças climáticas no Brasil, com imagens captadas em alta definição e entrevistas exclusivas com cientistas e comunidades afetadas. A audiência do programa registrou crescimento nos primeiros meses, confirmando a força do jornalista mesmo fora do horário nobre do JN.
Legado e continuidade
Bonner deixa no Jornal Nacional um legado de rigor editorial, profissionalismo e inovação. Durante sua gestão, o telejornal passou por diversas reformulações: novo cenário em 2017, integração com redes sociais, coberturas históricas como as eleições de 2002 com entrevistas ao vivo de todos os candidatos, e a série de reportagens "JN no Ar", em 2010, que percorreu todos os estados brasileiros.
Além da bancada, Bonner continua ativo como editor-chefe do Globo Repórter, supervisionando pautas que exigem apuração aprofundada. O jornalista também mantém seus projetos literários — seu livro "Jornal Nacional — Modo de Fazer" segue como referência nos cursos de jornalismo do país, com direitos autorais doados à ECA-USP.
Saiba mais sobre a trajetória de Bonner e as transformações do JN nos artigos de História da TV e Análise de Mídia do Portal Bonner.
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Por Portal Bonner — redação independente.