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Globo bate recorde na apuração, mas Tralli ouve 'volta Bonner'

Apuração do 1º turno dá melhor audiência do ano à GloboNews, mas a condução de César Tralli e Renata Lo Prete vira alvo de críticas nas redes sociais.

Um domingo de reviravolta nas urnas

O primeiro turno das eleições de 4 de outubro de 2026 terminou com um resultado que contrariou as pesquisas. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 56,1 milhões de votos (47,03%), contra 53,8 milhões de Lula (PT) (45,16%). A diferença de 2,2 milhões de votos foi a menor da história em um primeiro turno presidencial.

Como nenhum candidato superou 50% dos votos válidos, a disputa será decidida no segundo turno, em 25 de outubro. O resultado inverteu o desempenho de 2022, quando Lula liderou a primeira etapa com 57,2 milhões de votos contra 51 milhões de Jair Bolsonaro.

A Globo registra a melhor audiência do ano

Do lado da televisão, a noite eleitoral foi de números expressivos. A GloboNews teve a melhor audiência do ano durante a cobertura do primeiro turno, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (5), superando a concorrência entre os canais de notícias.

A CNN Brasil também comemorou um desempenho histórico. O canal alcançou 876 mil espectadores simultâneos no pico da transmissão no YouTube — a maior live da plataforma no mundo durante a apuração — e acumulou 17,1 milhões de visualizações ao longo de mais de 15 horas de programação. No PNT, chegou a superar a GloboNews em alguns momentos a partir das 19h50.

Tralli sob fogo nas redes

Se os números agradaram, a condução editorial virou alvo. A atuação de César Tralli na apuração, ao lado de Renata Lo Prete, gerou forte repercussão negativa nas redes sociais. Parte do público criticou a descontração do âncora, que riu em momentos considerados de alta tensão.

Nas plataformas digitais, internautas chegaram a pedir o retorno de William Bonner ao comando, com a expressão "volta Bonner" circulando entre os comentários. Tralli também foi criticado por uma gafe ao vivo, quando trocou o nome da colega de bancada, e por questionar a relevância de um candidato durante a leitura dos resultados.

Enquanto Lo Prete foi amplamente elogiada pela sobriedade e pelo conhecimento político, a dupla foi defendida por outra parcela do público, que avaliou a dinâmica como natural para uma maratona de transmissão ao vivo.

Um pleito de muitos desfechos

A eleição também deixou marcas em outras esferas. Seis estados e o Distrito Federal terão segundo turno para governador, e nomes como Tarcísio de Freitas, reeleito em São Paulo, confirmaram favoritismo. Entre ex-ministros do governo Lula, como Haddad, Gleisi, Marina e Tebet, houve derrotas nas urnas.

O Jornal Nacional, que vem testando uma nova formação desde a saída de Bonner, ainda colhe os efeitos dessa transição. A repercussão da apuração reacende o debate sobre o peso da confiança do público em um âncora em ano de decisão nacional.

Leia mais: O âncora da apuração: de Bonner a Tralli na noite eleitoral

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Por Portal Bonner — redação independente.