Profissão Repórter Procura põe estudantes em plantão da GloboNews
O reality de jornalismo da Globo chega ao episódio 4 e já levou seis estudantes a um plantão ao vivo na GloboNews, com finalistas de todo o país.
O Profissão Repórter Procura chegou ao quarto episódio e consolidou uma virada de formato que vinha sendo gestada desde 2025: em vez de apenas exibir reportagens prontas, o programa transformou a seleção de novos repórteres no próprio conteúdo. O resultado tem ido ao ar no Fantástico, aos domingos, com episódios que chegam a 19 minutos.
O que aconteceu
Nesta última semana, o g1 publicou as reportagens do quarto desafio na íntegra. Os candidatos pegaram a estrada rumo ao interior de São Paulo e produziram matérias inspiradas no Globo Rural — um teste deliberado de repertório, já que o tema exige apuração em campo, contato com fontes do agronegócio e sensibilidade para um universo distante do noticiário urbano.
Na etapa anterior, os estudantes já haviam encarado um desafio ainda mais duro: cobrir a população em situação de rua. Tol e Enzo acompanharam como essas pessoas enfrentam o frio; Pedro e Ísis mostraram como conseguem se alimentar. As reportagens foram ao ar na íntegra e viraram destaque no portal.
"Meu Deus, é muita informação": o plantão ao vivo
O momento mais exposto da disputa, porém, aconteceu antes. Seis estudantes de jornalismo foram colocados para trabalhar em um plantão ao vivo na GloboNews, enfrentando pressão de notícias de última hora — o teste mais próximo do que é a rotina real de uma redação 24 horas. Um dos participantes foi escolhido como destaque da rodada.
"Meu Deus, é muita informação", resumiu um dos estudantes durante o exercício, em material publicado pelo g1.
A dinâmica não é acidental. O programa nasceu da Academia LED, iniciativa de formação da Globo em conjunto com o Jornalismo da Rede, e a seleção mobilizou universidades de todo o Brasil. Um dos finalistas conhecidos é Pedro Henrique Novaes, estudante de jornalismo da Uesb, na Bahia, selecionado para a fase final e destacado pela imprensa local.
Quem comanda
À frente do projeto está Caco Barcellos, 76 anos, que em abril deste ano viralizou como o único jornalista brasileiro a entrar no Irã em guerra — reportagem especial exibida no Fantástico em que aparece andando de bengala por Teerã sob mísseis. Ao detalhar seus novos planos para o programa, ele confirmou que a aposta em formação de novos talentos é o coração da estratégia.
É a mesma lógica que sustenta o formato original desde 2006: reportagem se aprende na rua.
Reconhecimento institucional
O trabalho recente também rendeu reconhecimento. Globo Repórter, Profissão Repórter e Fantástico foram anunciados como finalistas do Prêmio Bstory 2025, premiação voltada a iniciativas de diversidade geracional e longevidade.
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Por Portal Bonner — redação independente.