Record estreia ciclo de entrevistas com presidenciáveis
O Jornal da Record abre nesta terça-feira (15) um ciclo de entrevistas com candidatos à Presidência, conduzido por Mariana Godoy e Eduardo Ribeiro.
A Record abre nesta terça-feira (15) um ciclo de entrevistas com os candidatos à Presidência da República. Os encontros serão exibidos ao vivo dentro do Jornal da Record e conduzidos pela dupla de apresentadores Mariana Godoy e Eduardo Ribeiro. A série vai até 22 de setembro.
Quem abre e quem fecha
O candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o primeiro entrevistado do ciclo. A escolha não é acidental: em toda a temporada eleitoral de 2026, a presença ou ausência do favorito determina o tamanho do evento — e as emissoras aprenderam a montar suas grades em torno dessa variável.
Ao longo de oito dias, os demais presidenciáveis passam pela mesma bancada, no mesmo horário e com o mesmo tempo. É o formato que a Globo adotou nas sabatinas da reta final e que agora a Record replica dentro do seu principal telejornal.
O que muda no calendário eleitoral
O anúncio acontece em um momento delicado para a cobertura eleitoral na TV. No último domingo (13), o pool liderado pelo SBT cancelou os debates presidenciais marcados para 14 e 18 de setembro depois que Lula e Flávio Bolsonaro não confirmaram presença no prazo.
O primeiro debate do ciclo, promovido pela Band em 23 de agosto, virou símbolo do esvaziamento: apenas três candidatos no palco, dois púlpitos vazios e uma audiência que despencou para 2 pontos na Grande São Paulo — queda de cerca de 84% na comparação com o debate de 2022.
Diante disso, a aposta das emissoras mudou de formato. Em vez do confronto coletivo, que depende da disposição dos favoritos em se enfrentar, ganharam espaço os ciclos individuais de entrevistas, em que cada candidato é sabatinado sozinho, em sequência, sem exposição ao adversário.
Dupla consolidada no telejornalismo
Mariana Godoy e Eduardo Ribeiro comandam o Jornal da Record há mais de uma temporada, e a escolha da dupla segue a lógica que a emissora adotou para toda a cobertura deste ano: âncoras do próprio telejornal à frente dos entrevistados, sem trazer um nome externo para a missão.
É a mesma estratégia que a Globo usou no JN, com César Tralli e Renata Vasconcellos, e que rendeu à sabatina de Lula, em 27 de agosto, uma audiência recorde de 26 pontos — a maior do dia, superando a própria novela das nove.
Um calendário em disputa
Com os debates coletivos esvaziados, cada emissora passou a construir sua própria rodada. A Record inicia a sua nesta terça; a Globo mantém as sabatinas no JN e prepara o debate de 1º de outubro; e nesta mesma terça, Valor, Globo e CBN promovem um encontro entre os porta-vozes econômicos das campanhas.
O resultado é um calendário eleitoral fragmentado, em que o eleitor que quiser acompanhar todos os candidatos precisa trocar de emissora, de horário e de formato — e em que a ausência continua sendo a moeda mais valiosa da campanha.
O que observar nos próximos dias
- Presença dos favoritos: a ida de Lula nesta terça testa se o padrão das sabatinas se repete no Jornal da Record.
- Repercussão cruzada: declarações feitas na Record tendem a pautar a Globo e o digital no dia seguinte.
- Reação do pool: com o SBT fora da rodada de debates, resta saber se o consórcio tenta remontar o formato até o primeiro turno.
O ciclo da Record vai até 22 de setembro, oito dias antes da votação em primeiro turno.
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Por Portal Bonner — redação independente.