A tradição da reportagem internacional no Globo Repórter
Desde 1973, o Globo Repórter levou o repórter para o campo. Agora Bonner segue a mesma tradição ao mostrar as conexões entre os países da Copa de 2030.
Quando William Bonner embarcou para o Marrocos em julho de 2026, não levava apenas a câmera do Globo Repórter. Levava também uma tradição de mais de meio século: a de um apresentador que se oferece como repórter, sai da bancada e vai ao encontro da história.
Das viagens de 1973 à era das conexões culturais
Criado em 1973, o Globo Repórter nasceu como um espaço de documentário e grande reportagem. Nos anos 1980 e 1990, o programa consolidou a assinatura de cruzar fronteiras e trazer de volta histórias que o telejornal diário não tinha tempo de contar.
O repórter no centro da narrativa
Foi nesse formato que o jornalismo brasileiro desenvolveu uma linguagem própria: o repórter não apenas narra, mas participa da cena. Essa escola formou gerações e preparou terreno para a fase atual do programa, em que o próprio âncora do Jornal Nacional assumiu a função de correspondente.
Bonner no campo, seis meses depois da bancada
Desde que deixou o Jornal Nacional no fim de 2025, Bonner encontrou no Globo Repórter uma segunda casa. Ao lado de Sandra Annenberg, ele passou a percorrer os três países-sede da Copa de 2030 — Marrocos, Portugal e Espanha.
O ingrediente que liga três nações
A expedição revelou um ponto de encontro inusitado: a gastronomia. Do cuscuz marroquino ao pão de Portugal, tudo se conecta por uma herança cultural comum. A série transformou a cozinha em fio condutor de uma narrativa sobre história e identidade.
O legado da grande reportagem
A trajetória do Globo Repórter mostra que a TV brasileira sempre soube renovar seu repertório. Ao colocar o apresentador no campo, o programa aproxima o telespectador do tema de forma direta, sem intermediários.
Mais do que uma viagem, a série é um lembrete do papel do jornalismo: traduzir o mundo distante em algo próximo. É isso que sustenta a confiança do público depois de décadas de cobertura.
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Por Portal Bonner — redação independente.