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Do boa noite de Cid à filha de Bonner: a saudação do JN

De Cid Moreira ao boa noite que Bonner e Fátima ensinam à filha Bia: como a despedida virou a herança afetiva do Jornal Nacional na TV aberta.

A despedida que se tornou assinatura

Quando o Jornal Nacional entrou no ar, em 1º de setembro de 1969, o encerramento era quase um boletim: notícias lidas, corte seco. Foi a televisão que, aos poucos, inventou o rito de despedida — aquele instante em que o âncora deixa de ser voz e vira pessoa diante de quem o assiste em casa.

Entre os que consagraram esse gesto, Cid Moreira foi o mais marcante. Durante 27 anos à frente do telejornal, sua voz grave e a forma de conduzir o boa noite final criaram uma relação de intimidade com o país. Mais do que informar, ele encerrava o dia do brasileiro.

A saudação como ponte afetiva

O boa noite do JN nunca foi apenas formalidade. Para o público, virou uma ponte: ele separa o noticiário do resto da programação e consagra a bancada como um lugar de confiança. Cada apresentador deu seu tom — e Bonner, por 29 anos, transformou esse fechamento em parte da própria identidade do telejornal.

Na TV brasileira, poucos rituais atravessam tanto as décadas quanto a despedida do telejornal das nove. É o momento em que a notícia cede lugar ao afeto.

De um âncora ao outro, o gesto permanece

Como mostra a história das sucessões na bancada, o rito sobrevive à troca de rostos. Cid passou o bastão, Bonner o herdou e hoje o boa noite do JN é matéria de herança até dentro da família que o consagrou.

Leia mais: Sucessões no JN: o rito da bancada, de Cid a Bonner

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Por Portal Bonner — redação independente.