Fátima Bernardes: da dança à bancada do Jornal Nacional
Do subúrbio do Méier ao telejornal mais assistido do país: a trajetória da âncora que dividiu o JN com o marido por 14 anos.
Nascida no subúrbio carioca do Méier em 17 de setembro de 1962, Fátima Bernardes percorreu um caminho improvável até se tornar um dos rostos mais reconhecidos do telejornalismo brasileiro. Antes da bancada do Jornal Nacional, houve o balé, o jornal impresso e um concurso que mudaria sua vida.
A bailarina que virou repórter
Fátima começou a dançar aos sete anos e chegou a ser bailarina profissional ainda na adolescência. Foi o vestibular que a tirou dos palcos: optou pelo curso de jornalismo na UFRJ, com o sonho inicial de se tornar crítica de dança.
Em 1983, entrou como repórter no jornal O Globo. Quatro anos depois, em fevereiro de 1987, foi aprovada em um concurso de telejornalismo da TV Globo e ingressou na emissora que a consagraria.
Bancada ao lado do marido
Em julho de 1989, passou a dividir a bancada do Jornal da Globo com William Bonner — então apenas um colega, que viraria seu marido em 1990, depois de um ano de namoro. A parceria profissional e afetiva se consolidaria nas décadas seguintes.
Em março de 1998, Fátima assumiu a âncora do Jornal Nacional ao lado do marido, tornando-se a principal apresentadora do telejornal mais assistido do país. O posto foi ocupado até dezembro de 2011, totalizando quase 14 anos de bancada — um dos mandatos mais longos e marcantes da história do programa.
Foi também enviada especial da Globo em quatro Copas do Mundo, consolidando-se não apenas como âncora, mas como símbolo da cobertura internacional da emissora.
A saída em 2011 e o Encontro
Em 1º de dezembro de 2011, a Globo anunciou uma mudança histórica: Fátima deixaria o JN para comandar um programa próprio. Em 5 de dezembro, Patrícia Poeta assumiu seu lugar ao lado de Bonner. Nasceu então o Encontro com Fátima Bernardes, programa matinal que Fátima comandou de 2012 a 2022, explorando um formato inédito de entretenimento e jornalismo.
A trajetória do casal na bancada rendeu ao programa e aos apresentadores um lugar único na memória afetiva do público — um vínculo que atravessou décadas até a saída de Fátima da Globo, no fim de 2023, após 37 anos de casa.
Legado de uma pioneira
Mesmo longe do quadro fixo da emissora, Fátima segue ativa em frente à comunicação, agora em projetos independentes e parcerias pontuais. Sua história sintetiza a evolução do telejornalismo brasileiro: da rigidez da bancada ao formato mais humano e próximo dos apresentadores de hoje.
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Por Portal Bonner — redação independente.