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William Bonner pós-jn: o primeiro ano longe da bancada

Desde que deixou o Jornal Nacional em novembro de 2025, Bonner passou pelo Globo Repórter, virou meme no BBB26 e agora enfrenta um novo capítulo

Em novembro de 2025, William Bonner encerrou um ciclo de 29 anos como âncora do Jornal Nacional — o mais longo da história do telejornal depois de Cid Moreira. A passagem de bastão para Cesar Tralli, transmitida ao vivo em uma edição histórica que durou 20 minutos a mais que o habitual, marcou o fim de uma era e o início de uma nova fase para o jornalista de 61 anos.

O legado de 29 anos no JN

Bonner assumiu a bancada do JN em 1996, sucedendo Sérgio Chapelin. Ao lado de Lilian Witte Fibe — a primeira mulher a ancorar o telejornal — e depois com Fátima Bernardes e Renata Vasconcellos, comandou a edição que durante anos foi a maior audiência da TV brasileira. Cobriu desde ataques de 11 de setembro até cinco Copas do Mundo, passando por oito eleições presidenciais.

O JN sob Bonner não foi apenas um telejornal: foi o termômetro político do país. Cada edição era acompanhada por autoridades, mercado financeiro e a população. Quando Bonner anunciava uma pesquisa de intenção de voto, o país parava para ouvir.

A saída e a transição para Tralli

A sucessão foi planejada com meses de antecedência. Tralli, que já apresentava o SP1 e o Jornal Hoje, foi anunciado como substituto em setembro de 2025. A edição de despedida, em 31 de outubro, teve audiência recorde e contou com uma retrospectiva emocionante da carreira de Bonner. O jornalista definiu a saída como um "ciclo concluído".

"É a aventura de começar algo novo", disse Bonner ao O Globo na época, deixando claro que não se aposentaria — apenas trocaria de função.

A passagem pelo Globo Repórter

Após meses de descanso, Bonner retornou à TV em fevereiro de 2026 em um novo formato: ao lado de Sandra Annenberg, estreou no Globo Repórter. A primeira imagem da dupla — Bonner e Sandra — foi amplamente compartilhada nas redes sociais. A audiência inicial foi boa, mas o formato ainda buscava identidade própria.

Em julho de 2026, porém, uma notícia pegou o público de surpresa. Segundo coluna de Guilherme Guidorizzi, a Globo teria realizado pesquisas internas e decidido não manter Bonner no Globo Repórter em 2027. A informação, publicada pelo purepeople e repercutida pelo Terra, indica que a emissora avalia novos rumos para o jornalista.

O caminho adiante

A trajetória de Bonner após o JN reflete um fenômeno maior no telejornalismo brasileiro: o que fazer com âncoras históricos quando eles deixam a bancada? O mesmo movimento foi vivido por Leilane Neubarth, que após 47 anos de carreira deixou o jornalismo diário em junho de 2026. O "apagão de âncoras" — termo cunhado por analistas de mídia — aponta para uma questão estrutural: como a TV brasileira está formando a próxima geração de apresentadores?

Bonner, aos 61 anos, está longe de encerrar a carreira. Seja em novos projetos na Globo, em plataformas digitais ou em formatos ainda não anunciados, seu nome continua sendo um dos mais relevantes da comunicação brasileira.

O que esperar

O ano de 2026 tem sido de intensas reformulações na Globo. O JN foi reformulado após as eleições de outubro, a GloboNews passou por mudanças nas manhãs após a saída de Leilane, e o Bom Dia Brasil também ganhou nova roupagem. Nesse contexto, a decisão sobre o futuro de Bonner no Globo Repórter é apenas mais uma peça de um quebra-cabeça corporativo que a emissora tenta montar para o pós-Copa.

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Por Portal Bonner — redação independente.