Globo convida quatro e debate vira o último confronto do 1º turno
Com o cancelamento do debate da Record, a Globo marcou para 1º de outubro o último confronto presidencial. Só Lula, Flávio, Caiado e Cury foram convidados.
Globo marca para 1º de outubro o último debate antes do pleito
A TV Globo confirmou para 1º de outubro o último debate presidencial antes do primeiro turno. O encontro será exibido após o Jornal Nacional, com transmissão simultânea pela GloboNews e pelo g1. A votação está marcada para 4 de outubro.
A emissora convidou quatro candidatos: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). São os nomes que cumprem o critério do artigo 46 da Lei das Eleições — partidos com ao menos cinco parlamentares no Congresso.
A Record desistiu antes
O debate da Globo se tornou o último do calendário depois que a TV Record cancelou o encontro que havia marcado para 27 de setembro. Na nota em que anunciou a decisão, a emissora justificou que Lula e Flávio Bolsonaro somam juntos mais de 70% das intenções de voto nas pesquisas recentes.
Sem os dois principais nomes, avaliou a Record, o debate não cumpriria o papel de confrontar as propostas mais relevantes da disputa. Foi o segundo cancelamento do ciclo.
O primeiro debate teve três candidatos
Em 23 de agosto, o primeiro debate da corrida presidencial reuniu apenas Caiado, Renan Santos e Cury. Antes disso, o consórcio formado por SBT, CNN Brasil, RedeTV! e outros veículos já havia desistido do encontro que previa para 14 de setembro.
O resultado é uma temporada de debates que começou fragmentada e termina concentrada em uma única emissora, na reta final.
Zema e Renan Santos ficam fora — e reclamam
A decisão da Globo de limitar os convites a quatro nomes gerou reação. O partido Missão divulgou nota oficial criticando a exclusão de Renan Santos e afirmou que a escolha "reduz o espaço para novas forças políticas".
O argumento usado pelo partido foi o de que, em 2022, a Globo promoveu um debate com sete candidatos. A emissora, por sua vez, se apega ao critério legal: não se trata de preferência editorial, mas de uma régua objetiva prevista em lei.
Romeu Zema também não foi chamado
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também ficou de fora da lista de convidados. Sua candidatura não atende ao requisito de representação partidária no Congresso exigido pelo artigo 46.
Para os demais candidatos fora do critério, a presença é facultativa — cada emissora decide se convida ou não, desde que a candidatura não tenha sido indeferida ou cancelada pela Justiça Eleitoral.
O que a Globo sacrificou para ter o debate
O encontro não sai de graça para a programação da emissora. A Globo vai reservar mais de três horas do horário nobre e deixará de exibir a novela Quem Ama Cuida na noite de 1º de outubro.
É uma aposta clara: em ano eleitoral, o jornalismo ao vivo volta a ocupar o espaço mais caro da grade. A emissora já havia feito movimento semelhante em setembro, ao estender a cobertura de sessões do STF e cancelar a Sessão da Tarde.
Ainda sem confirmação dos favoritos
Até agora, nem Lula nem Flávio Bolsonaro confirmaram presença. As duas campanhas tratam o comparecimento como condicionado à participação do adversário — um impasse que se arrasta desde o início da temporada.
O senador já sinalizou que comparece se o presidente estiver no palco. A campanha petista avalia o encontro como estratégico para alcançar indecisos na reta final, mas a decisão final ainda não saiu.
E se houver segundo turno?
A Record já informou que, em caso de segundo turno, fará um novo debate em 11 de outubro, um domingo, às 21h. A votação do segundo turno está marcada para 25 de outubro.
Nesse cenário, a regra muda: participam apenas os dois candidatos mais votados, independentemente do tamanho do partido. É o formato em que o confronto direto entre os favoritos finalmente deixa de ser hipótese.
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Por Portal Bonner — redação independente.