Globo é criticada nas redes por cobertura de atos pró-Lula
Internautas apontam ângulos fechados e pouco tempo no ar na cobertura da manifestação da Paulista; GloboNews chamou ato de 'protesto'.
O que aconteceu
A cobertura da TV Globo e da GloboNews da manifestação em apoio ao presidente Lula (PT) na Avenida Paulista, em São Paulo, virou alvo de críticas nas redes sociais neste fim de semana. Internautas apontaram ângulos fechados, com pouco destaque à extensão dos quarteirões ocupados pela multidão, e pouco tempo dedicado ao evento — em alguns boletins do canal de notícias da TV paga, a cobertura não chegou a 1 minuto.
Entre as personalidades que criticaram a escolha de imagens estão o apresentador Guga Noblat, o cineasta Kleber Mendonça Filho e o jornalista Rodrigo Vianna, ex-repórter da Globo. Eles apontaram suposta tendenciosidade nos 'takes' exibidos e na edição do material.
O corte que irritou
Um dos pontos de maior irritação foi um corte seco na fala do repórter Anselmo Caparica, no momento em que ele informava sobre atos pró-Lula em outras capitais. Na avaliação de apoiadores do presidente, a interrupção retirou do ar a informação de que a mobilização era nacional, não restrita a São Paulo.
Já no Fantástico, segundo relatos, houve equilíbrio: Lula e Flávio Bolsonaro (PL) receberam tempo de tela equivalente — cerca de 2 minutos e 10 segundos cada.
Ato no Rio e a palavra em disputa
Nesta segunda-feira (12/10), um novo capítulo alimentou o debate. Um trecho da cobertura da GloboNews que circula nas redes mostra uma repórter se referindo à manifestação favorável a Lula como um "protesto". A expressão gerou questionamentos, já que o ato tinha como objetivo declarado apoiar a reeleição do presidente — e não contestar algo. Embora "protesto" e "manifestação" sejam sinônimos possíveis, a escolha da palavra ganhou peso no contexto das críticas.
Também na segunda, uma multidão ocupou a orla de Copacabana, no Rio, em novo ato pró-Lula, um dia após as críticas à cobertura da Paulista.
Flávio é aconselhado a faltar ao debate da Band
No campo adversário, a coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles, apurou que aliados aconselham Flávio Bolsonaro a não ir ao debate da Band, marcado para 18/10, por questões de agenda. O grupo defende que ele concentre esforços nas agendas de rua — como o ato "Bloquinho do 22", previsto para a mesma data na Paulista.
Segundo a coluna, a avaliação é de que a audiência do debate não compensaria o tempo de preparação. A decisão, por ora, é manter Flávio no debate da Globo, em 23/10. Do outro lado, o presidente do PT, Edinho Silva, confirmou que Lula pretende participar de todos os debates previstos, tanto o da Band quanto o da Globo.
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Por Portal Bonner — redação independente.