Globo Repórter: 50 anos de reportagem que une culturas
Do documentário pioneiro de 1973 ao fenômeno Conexão 2030, a trajetória do Globo Repórter mostra como a grande reportagem virou vitrine da cultura na TV.
Há mais de cinco décadas, o Globo Repórter ocupa um lugar único na televisão brasileira: o do programa que transforma a grande reportagem em espetáculo de conhecimento. Criado em 1973, em plena expansão da TV a cores, o formato nasceu como um jornalístico documental e sobreviveu a todas as mudanças de época até se tornar, em 2026, o programa mais assistido da programação noturna da Globo.
O início: o documentário como identidade
A história do Globo Repórter começa há mais de 50 anos, quando a emissora decidiu apostar em um jornalismo pautado por grandes reportagens e imagens marcantes. Nos primeiros anos, o programa era uma vitrine para repórteres que viajavam pelo Brasil e pelo mundo em busca de histórias que iam muito além do noticiário do dia.
Foi ali que se consolidou uma escola de telejornalismo: a de tratar temas sociais, culturais e científicos com o olhar de documentarista. Essa tradição deu ao programa uma linguagem própria, que misturava denúncia, emoção e beleza visual.
A era das expedições internacionais
A partir dos anos 2000, o Globo Repórter se firmou como a casa das grandes expedições. Repórteres embarcavam em viagens a países distantes para mostrar costumes, histórias e culturas que os telespectadores dificilmente veriam em outro lugar.
Essa vocação ganhou novo impulso em 2026, quando William Bonner, recém-saído da bancada do Jornal Nacional, estreou como repórter internacional do programa. A série Conexão 2030, gravada nos três países-sede da próxima Copa do Mundo — Marrocos, Portugal e Espanha —, virou um fenômeno de audiência.
Personagens que marcaram época
Atravessaram o programa nomes que definiram gerações do telejornalismo. De Sérgio Chapelin, que apresentou o formato por décadas, a Sandra Annenberg, atual apresentadora ao lado de Bonner, cada época teve seu rosto à frente das reportagens.
A dupla Bonner e Annenberg, que já divide a bancada do programa, representa a continuidade do projeto: experiência de bancada combinada com curiosidade de repórter.
A fruta que une três países
O episódio que coroou a série em agosto de 2026 mostrou como uma fruta uniu Espanha, Portugal e Marrocos por séculos. A reportagem revelou que — muito além do futebol — há ingredientes que conectam as três culturas em torno da mesa, antecipando o encontro que a Copa de 2030 promete.
Esse episódio, que fecha a trilogia Conexão 2030, ajudou o programa a bater o quinto recorde consecutivo de audiência, algo raro na história recente da televisão aberta.
Legado e futuro
O Globo Repórter é a prova de que o documentário continua vivo na TV aberta em um momento em que o público busca mais do que informação: busca conexão cultural. A vitrine de reportagens que nasceu em 1973 segue cumprindo seu papel em 2026, agora sob o comando de quem passou anos lendo notícias para, enfim, sair ao mundo para contá-las.
Leia mais: A tradição da reportagem internacional no Globo Repórter
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Por Portal Bonner — redação independente.