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Bonner e Fátima: o casal que definiu o Jornal Nacional

Há dez anos o ex-casal anunciava o divórcio. Agora ele será entrevistado no videocast de Fátima e Bia, o reencontro de uma dupla que marcou o telejornalismo.

O casal que sentou junto na bancada

William Bonner e Fátima Bernardes dividiram por anos a bancada do Jornal Nacional, casados por 26 anos e unidos também diante das câmeras. Nos anos 1990 e 2000, os dois se tornaram o casal-símbolo do telejornalismo brasileiro, presentes na cobertura das maiores notícias do país.

Fátima estreou no comando do JN em 2011, ao lado de Bonner, numa passagem que durou até 2013, quando ela deixou a bancada para apresentar o Encontro. A parceria pessoal e profissional, porém, vinha de décadas: os dois se conheceram ainda nos anos 1980, quando faziam faculdade de jornalismo, e casaram em 1990.

O anúncio do divórcio em 2016

Em agosto de 2016, dez anos atrás, a separação veio a público. No auge da visibilidade nacional, os dois confirmaram o fim do casamento e mantiveram a discrição que virou marca da relação. "Não houve discussões", resumiu Fátima depois, em entrevistas nas quais tratou o tema com naturalidade.

Ao longo da última década, cada um seguiu seu caminho diante das câmeras: Bonner permaneceu anos no JN até migrar para o Globo Repórter, enquanto Fátima comandou o Encontro e depois se dedicou a novos formatos.

O reencontro num videocast de família

Agora esse histórico ganha um capítulo inédito. Bonner será o primeiro convidado da nova temporada do "Cá Entre Nós", o videocast que Fátima apresenta ao lado da filha do ex-casal, Bia Bonemer. O projeto nasceu em abril de 2026, com episódios de 45 minutos e conversas descontraídas.

"Ele disse que estava nervoso", contou Fátima na legenda do anúncio, ao lado de Bonner e Bia. "Mas eu e Bia temos certeza de que vocês vão amar." A estreia da nova temporada está marcada para 8 de setembro.

Muito além da bancada

A dupla representou, para gerações de telespectadores, a imagem da notícia confiável no horário nobre. O reencontro público, dez anos depois, reposiciona essa memória num terreno mais humano, fora do estúdio e dentro de um formato familiar de conversa.

É um desfecho que poucos casais de grandes emissoras conhecem: transformar a separação em palco de reencontro profissional. Para a história da TV brasileira, é a prova de que a relação que um dia definiu a bancada do telejornal ainda ecoa, agora em outra linguagem.

Leia mais: Lula e o Jornal Nacional: três décadas de sabatinas

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Por Portal Bonner — redação independente.