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Bonner sobre nova rotina: 'não tem jornalista com vida tranquila'

William Bonner abriu o jogo sobre a vida pós-JN: adaptação ao Globo Repórter, a pressão da profissão e o que mudou depois de 29 anos na bancada.

Em entrevista ao NaTelinha publicada em 23 de junho, William Bonner falou abertamente sobre os desafios da nova fase profissional após deixar a bancada do Jornal Nacional. "Não tem jornalista com vida tranquila", disse o apresentador, que desde fevereiro de 2026 comanda o Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg.

Uma nova rotina, a mesma pressão

Depois de 29 anos à frente do principal telejornal do país, Bonner precisou se readaptar a um formato completamente diferente. Diferente do JN, onde o ritmo é diário e pautado pela agenda política e econômica, o Globo Repórter exige um tipo de preparação mais longa — com reportagens especiais, viagens e produção de documentários.

Em fevereiro, Bonner participou da primeira gravação do programa com Sandra Annenberg, marcando o início oficial da nova fase. Desde então, o jornalista tem dividido o tempo entre o programa semanal e projetos pontuais na emissora.

Bonner repórter: a nova fase

Além do Globo Repórter, Bonner assumiu um novo papel dentro da Globo: o de repórter. Em fevereiro de 2026, a emissora anunciou que o ex-âncora do JN também faria reportagens de rua — um movimento que surpreendeu o mercado e mostrou a disposição do jornalista em se reinventar.

A ideia, segundo a Globo, é aproveitar a credibilidade e a experiência de Bonner em matérias especiais e grandes reportagens, algo que ele não fazia com regularidade desde o início dos anos 1990.

O videocast com Sandra Annenberg

Outra novidade é o videocast do Globo Repórter para as redes sociais, que Bonner e Sandra Annenberg gravaram durante a Copa do Mundo. Com a pausa do programa na TV aberta durante parte do Mundial, os dois passaram a produzir conteúdo digital — um movimento que aproxima a dupla do público jovem em plataformas como YouTube e Instagram.

O formato mais solto e descontraído contrasta com a rigidez da bancada do JN e tem sido bem recebido pelo público, segundo a emissora.

A despedida que emocionou o Brasil

A saída de Bonner do JN, em outubro de 2025, foi um dos momentos mais emblemáticos da história recente da televisão brasileira. Em uma edição histórica, ele se despediu ao lado de Renata Vasconcellos e passou o bastão para César Tralli. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Bonner comparou a sensação à morte — "é como se tivesse morrido" —, frase que repercutiu por semanas.

Desde então, o jornalista afirma estar em um processo de reconexão com o público. "Me agradecem pelo que fiz", disse ao UOL em fevereiro, sobre o carinho que recebe nas ruas desde que deixou a bancada.

Leia mais: Lillian Witte Fibe: a primeira âncora mulher do JN

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Por Portal Bonner — redação independente.