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Bonner: a 1ª reportagem internacional no globo repórter

Após 30 anos no Jornal Nacional, Bonner estreia como repórter internacional do Globo Repórter em série sobre os países-sede da Copa do Mundo de 2030

Uma nova fase na carreira do jornalista

William Bonner construiu uma das carreiras mais sólidas do telejornalismo brasileiro ao longo de 30 anos à frente do Jornal Nacional. Em novembro de 2025, deixou a bancada do principal telejornal do país, sendo substituído por Cesar Tralli. Desde então, sua trajetória na Globo ganhou novos contornos — e o Globo Repórter tornou-se seu novo palco.

A primeira reportagem no exterior

Na última semana, Bonner estreou sua primeira reportagem internacional no Globo Repórter. A série especial percorreu os três países que sediarão a Copa do Mundo de 2030: Marrocos, Portugal e Espanha. Foi a primeira vez que o jornalista deixou o Brasil para realizar uma reportagem desse porte fora dos estúdios da Globo.

Segundo a coluna Outro Canal, do UOL, a iniciativa representa uma mudança significativa na atuação de Bonner dentro da emissora. Depois de décadas como apresentador fixo do JN, ele agora experimenta o lado oposto da produção jornalística — o trabalho de campo, a apuração in loco, a construção da reportagem desde a pauta até a edição.

Um roteiro de três países

A série começou por Marrocos, país que Bonner nunca havia visitado. O jornalista percorreu mercados tradicionais, conversou com moradores locais e registrou a surpresa dos marroquinos ao saberem que a novela "O Clone", sucesso global da Globo, foi ambientada no país. De lá, seguiu para Portugal e Espanha, documentando as conexões históricas e culturais entre as três nações que receberão o Mundial de 2030.

Em entrevista ao Extra Online, Bonner contou que os marroquinos "têm muito orgulho do sucesso de 'O Clone'", demonstrando como a teledramaturgia brasileira também serve como ponte cultural. A observação revela que o ex-âncora está incorporando plenamente o olhar do repórter que vai a campo.

Do estúdio às ruas: a reinvenção de uma carreira

Durante três décadas, Bonner foi a figura central do Jornal Nacional — o rosto que o Brasil via todas as noites. Sua saída da bancada em 2025 foi um dos momentos mais marcantes da história recente da televisão brasileira.

Agora, longe da bancada, Bonner está redesenhando sua atuação. No Globo Repórter, ele encontrou um formato que mescla jornalismo, viagem e entretenimento — um espaço onde pode explorar temas que vão além da dureza do noticiário político e econômico.

O significado para a história da TV brasileira

A movimentação de Bonner é simbólica para a história do telejornalismo. Grandes âncoras brasileiros raramente fizeram a transição do estúdio para o campo depois de tanto tempo no comando. Cid Moreira, Sérgio Chapelin e Lillian Witte Fibe, por exemplo, saíram da bancada sem migrar para reportagens externas.

Ao fazer essa transição na maturidade da carreira, Bonner cria um novo precedente para os apresentadores brasileiros: é possível se reinventar, mesmo depois de décadas no mesmo cargo. A série sobre os países-sede da Copa de 2030 não é apenas uma reportagem — é o documento de uma nova fase na trajetória de um dos jornalistas mais influentes do país.

Leia mais: William Bonner admite estranhar o ritmo do Globo Repórter após décadas no JN

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Por Portal Bonner — redação independente.