Galvão Bueno: 50 anos como a voz das copas no Brasil
Dos microfones da Rádio Nacional aos gramados da Copa de 2026 no SBT, Galvão Bueno completa cinco décadas como a voz do futebol no Brasil.
No dia 15 de julho de 2026, Galvão Bueno e Casimiro Miguel se encontraram antes de Inglaterra x Argentina, semifinal da Copa do Mundo. O abraço entre o narrador de 75 anos e o streamer de 31 viralizou — e simbolizou mais do que um momento descontraído: representou o encontro entre duas eras da transmissão esportiva no Brasil.
Das rádios para o país
Galvão Bueno começou sua trajetória em 1974, na Rádio Nacional de São Paulo, como locutor esportivo. Sua primeira Copa do Mundo foi a de 1978, na Argentina, como repórter da Rádio Globo. Na televisão, estreou na Globo em 1981 e, em 1982, narrou sua primeira Copa para a TV aberta.
Ao longo de mais de quatro décadas na Globo, Galvão se tornou a voz da Copa do Mundo para gerações de brasileiros. De Tele Santana a Romário, de Ronaldo Fenômeno a Neymar, passando por todos os pentacampeonatos — sua entonação marcou momentos inesquecíveis, do "É tetra!" em 1994 ao "Sai que é sua!" em 2002.
A saída da Globo e a nova fase no SBT
Em 2022, Galvão deixou a Globo após mais de 40 anos. Em 2024, foi contratado pelo SBT para narrar a Copa do Mundo de 2026. A mudança representou um marco: pela primeira vez desde 1978, a Copa do Mundo não teria Galvão na Globo. O SBT apostou no narrador para liderar sua cobertura — e ele correspondeu, comandando as transmissões dos jogos da Seleção Brasileira e das fases decisivas.
O encontro com Casimiro
Na manhã de 15 de julho, antes de Inglaterra x Argentina, Galvão se encontrou com Casimiro, o streamer que transformou a CazéTV no maior fenômeno de transmissão digital do país. O vídeo publicado por Galvão mostra os dois abraçados, com equipes da CazéTV e do SBT ao fundo. "O encontro da Copa", escreveu o narrador.
Casimiro havia feito uma homenagem a Galvão dias antes, e o veterano retribuiu com o encontro. Estavam presentes também Alexandre Pato, Luis Felipe Freitas, Mauro Beting e Igor Rodrigues.
Legado de uma voz
Galvão Bueno não é apenas um narrador — ele é uma instituição da televisão brasileira. Sua voz acompanhou a modernização do país, a evolução do jornalismo esportivo e a transformação do futebol em espetáculo global. Aos 75 anos, ainda em atividade, ele representa a continuidade de um ofício que resiste às mudanças tecnológicas e de consumo.
O encontro com Casimiro não foi apenas um momento de cortesia. Foi a passagem de testemunho entre duas gerações que, cada uma a seu modo, moldam a forma como o brasileiro vê futebol.
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Por Portal Bonner — redação independente.