Sérgio Chapelin: o rosto do Jornal Nacional por 24 anos antes de Bonner
Conheça a trajetória de Sérgio Chapelin, que apresentou o JN de 1972 a 1996 e comandou o Globo Repórter por 23 anos, até se aposentar em 2019.
Antes de William Bonner se tornar o âncora mais longevo do Jornal Nacional, outro nome marcou gerações na bancada do principal telejornal do país: Sérgio Chapelin. Natural de Valença (RJ), Chapelin completou 85 anos em 12 de maio de 2026 e construiu uma carreira de quase cinco décadas na TV Globo — 24 delas à frente do JN.
Das cabines de rádio à bancada do JN
Sérgio Vieira Chapelin começou no rádio, passando por emissoras históricas como Rádio Nacional, Rádio MEC e Rádio Jornal do Brasil. A voz firme e o estilo sóbrio chamaram a atenção da Globo, que o contratou em 1972.
Na estreia na emissora, Chapelin já assumiu papel de destaque: foi âncora do Jornal Hoje e, no mesmo ano, passou a dividir a bancada do Jornal Nacional com Cid Moreira. A dupla se tornaria a mais icônica da história do telejornalismo brasileiro.
A passagem relâmpago pelo SBT e o retorno
Em 1983, Chapelin tomou uma decisão ousada: deixou a Globo para apresentar o Show sem Limite no SBT, recém-fundado por Silvio Santos. A experiência, porém, durou pouco. Roberto Marinho, então presidente das Organizações Globo, teria boicotado na emissora as propagandas em que Chapelin aparecia — sua principal fonte de renda na época.
Sem alternativa, Chapelin retornou à Globo em 1984 e reassumiu a bancada do Jornal Nacional em 1989. Entre 1986 e 1992, foi também âncora exclusivo do Fantástico.
O recordista do Globo Repórter
Além do JN, Chapelin construiu um legado à frente do Globo Repórter. Ele foi o primeiro apresentador do programa e o comandou por 23 anos ininterruptos, até 27 de setembro de 2019, quando se despediu da emissora e da carreira.
"Depois de quase cinquenta anos na Globo, Chapelin decidiu se aposentar — deixando um legado de serenidade, profissionalismo e uma voz que o país inteiro reconhecia."
A transição para Bonner
A saída de Chapelin do JN em 1996 abriu caminho para uma nova era. William Bonner assumiu a bancada ao lado de Lillian Witte Fibe e, desde então, nunca mais saiu. Enquanto Bonner modernizou o telejornal com linguagem mais direta e proximidade com o público, Chapelin representou a fase de consolidação do JN como referência nacional.
Hoje aposentado, Chapelin vive em uma fazenda em Itamonte, no sul de Minas Gerais. Aos 85 anos, seu nome ainda é citado com respeito por quem acompanhou a história da TV brasileira.
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Por Portal Bonner — redação independente.