Sérgio Chapelin: o âncora que marcou duas décadas do Jornal Nacional
Conheça a trajetória do apresentador que comandou o JN por 20 anos, entre 1972 e 1996, com uma breve passagem pelo SBT.
Antes de César Tralli, antes de William Bonner, houve Sérgio Chapelin. O jornalista nascido em Valença (RJ) em 12 de maio de 1941, hoje com 85 anos, foi o rosto do Jornal Nacional por mais de duas décadas — e sua história se confunde com a consolidação do telejornalismo brasileiro.
Do rádio ao estúdio do JN
Chapelin começou a carreira como locutor de rádio, passando por emissoras míticas como Rádio Nacional, Rádio MEC e Rádio Jornal do Brasil. A estreia na Rede Globo aconteceu em 1972, quando assumiu a bancada do Jornal Hoje no lugar de Ronaldo Rosas. No mesmo ano, foi chamado para ancorar o Jornal Nacional, substituindo Luís Jatobá.
A alternância na bancada com Cid Moreira tornou-se uma marca registrada do telejornal. Enquanto Cid trazia a voz grave e solene, Chapelin oferecia um tom mais próximo e direto — uma dupla que o público aprendeu a reconhecer e confiar.
A passagem pelo SBT e a volta triunfal
Em 1983, Chapelin tomou uma decisão que surpreendeu o mercado: aceitou o convite de Silvio Santos e foi para o recém-criado SBT, onde apresentou o Jornal do SBT. Mas a experiência durou pouco. Em 1984, estava de volta à Globo, reassumindo a bancada do JN.
Esse movimento de ida e volta diz muito sobre o peso de Chapelin no imaginário do telespectador. Ele não era apenas mais um apresentador — era a âncora que o público associava ao telejornal mais importante do país.
O legado de uma era
Chapelin permaneceu no comando do JN até 1996, quando deu lugar a William Bonner — uma transição que marcou o início de uma nova fase estética e editorial do telejornal. Depois de deixar a bancada, Chapelin continuou na Globo como apresentador eventual e âncora de coberturas especiais até se aposentar em 2019.
O legado de Sérgio Chapelin vai além dos números de audiência. Ele representou a transição do telejornalismo intuitivo para o profissionalizado, numa época em que o JN passou do preto e branco ao colorido, do cenário simples ao cenário integrado. Sua voz serena, o bigode característico e a postura contida na bancada marcaram gerações de brasileiros.
Curiosidades
- Chapelin apresentou o JN durante a cobertura das Diretas Já (1984) e da eleição de Collor (1989)
- Foi ele quem anunciou a morte de Tancredo Neves ao vivo, em 1985
- Aposentou-se aos 78 anos, depois de 47 anos de carreira na TV
Hoje, com 85 anos, Chapelin vive aposentado, mas seu nome permanece como um dos pilares da história do Jornal Nacional — uma referência que todo estudante de telejornalismo precisa conhecer.
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Por Portal Bonner — redação independente.